quarta-feira, 9 de novembro de 2011

aprendizagem equina

Comunicação com o Homem:
Parece correcto afirmar, que o homem comunica inconscientemente com o cavalo, pelo odor que exala. Pessoas assustadas e agressivas, libertam odores que revelam o seu estado de espírito ao equino hipersensível, tornando-o apreensivo ou agressivo.
O provérbio «Um homem confiante faz um cavalo confiante» é revelador da hipersensibilidade do animal. Os cavalos sentem o estado de espírito do cavaleiro e reagem com ele. Um cavalo ao ser montado consegue aperceber-se, se está a lidar com uma pessoa experiente ou não, em função dos estímulos que este lhe envia e que o cavalo recebe através das células receptoras que possui ao longo do seu dorso, e de todo o corpo. O homem procura comunicar ao apresentar-se pelo toque ou através de palmadinhas. O afagar é outra forma de comunicação com os cavalos e constrói uma relação entre os dois. O acto de tratamento é um exemplo, e quando se monta, muitas das línguas de cooperação está relacionada com o tacto. Por exemplo, a perna exerce pequenas pressões nas células receptoras do cavalo e a mão comunica pelo toque na boca, através de rédeas e freio. Alguns cavalos apreendem a atrair o homem relinchando alto, se a comida vem atrasada.
Comunicação entre Cavalos:
O cavalo é um animal de manada e precisa comunicar com os outros membros da mesma. Claro que não tem discussões filosóficas, Necessitam apenas de transmitir emoções básicas e de estabelecer uma hierarquia de dominância sem recorrer a violência. Os cavalos domestico tratam o homem como um elemento da manada, pelo que usam o mesmo tipo de linguagem corporal para connosco.
Essa linguagem corporal pode-se manifestar de várias formas:
- Contentamentos:
            - Sinais de Felicidade – Um cavalo satisfeito não se preocupam com os outros que se encontram a sua volta.
- Impaciência:
            - Movimentos de cabeça – Os cavalos não gostam de ser ignorados, podem exigir atenção dando um empurrão com o focinho.
            - Bater com os cascos – Um cavalo pode ficar impaciente quando espera pela comida ou quando esta preso.
- Aborrecimento:
- Dentadas nos outros cavalos -   A dentada significa apenas « a minha posição na hierarquia permite-me morder-te quando me apetecer».
- No estábulo – Se um cavalo quiser ser deixado em paz, vira as costas aos outros cavalos, « não quer conversas ».
Os cavalos comunicam vocalmente, relinchando por companheirismo ou por excitação.
Habituação:
A aprendizagem também se pode processar através da habituação, que consiste na diminuição de tendências para responder aos estímulos que se tornam familiares, devido a exposição contínuas aos mesmos.
Pode ser exemplificado do seguinte modo:
Um cavalo quando e exposto a um ruído súbito assusta-se, mas se ruído for repetido, duas três vezes, o susto vai diminuindo gradualmente ate ser ignorado.
O mesmo acontece quando se prepara um cavalo, durante o processo de desbaste para ser montado. Primeiramente faz-se o aquecimento passando-o à guia, durante o qual se fazem vários movimentos repentinos, como levantar a mão para sacudir uma mosca, bater com o pé no chão etc…
A primeira vez que o cavalo presencia estes movimentos assusta-se, mas depois de serem repetidos várias vezes, já os consegue reconhecer como sendo familiares.
Os cavalos têm normalmente medo de água, pois não conseguem ver o chão através dela. Este tipo de medo, envolve um processo mais delicado de aprendizagem. O cavalo tem de se sentir confiante, e o homem por sua vez tem de lhe mostrar que não existe nenhum mal com uma pequena poça de agua e que não há motivo para ter medo.
No inicio, ao molhar as patas reage logo, acelerando o passo e até pode saltar, mostrando-se desconfiado, mas depois de muita insistência do homem e de recusa por parte do cavalo, acaba por passar sem receios.
O processo de habituação já se finalizou.
No que se refere à aprendizagem cognitiva, um cavalo adquire vários elementos de conhecimento ou cognições, que se organizam para serem utilizados.
O homem quando exercita um cavalo, ou seja quando o passa á guia, ou por outras palavras, quando o submete a um teste de preparação física, aplica a voz, que o associa aos vários andamentos de cavalo.
Homem --à Cavalo:  Voz calma à Passo
                                   Voz Alta e Firme à Trote
                                   Voz mais alta e firme à Galope
                                   Assobiar calmamente à Passo
Daqui se conclui que o « O cavalo aprende fazendo, e não de outro modo.

Segundo Paul Watzlawick, em 1904, o sonho de se estabelecer a comunicação entre homem e o cavalo, tornou-se real, a noticia espalhou-se.
Hans, era um cavalo com o qual Wilhelm Von Osten estabeleceu comunicação. Ensinou-lhe aritmética, a dizer as horas e a reconhecer pessoas através de fotografias.
Hans, batia com a pata no chão, para comunicar, Batia uma vez para o A e assim por diante.
O Cavalo foi submetido a várias experiências para se verificarem que não existiam truques na comunicação, pois respondia sempre correctamente aos problemas que o seu dono lhe punha, e passou a todos com distinção.
Mas foi mais tarde que Stumpt descobriu o seguinte:
O cavalo falhava sempre que a solução do problema que lhe era posto não era conhecida por nenhum dos presentes. O cavalo também falhava quando lhe punham palas que o impediam de ver as pessoas.
Daqui pode-se concluir que o cavalo ao longo do tempo deve ter aprendido a resolver problemas e a prestar mais atenção, a responder ás mudanças de postura do seu dono. A recompensa era o facto principal da motivação e atenção de Hans.

Conclusões:
O cavalo doméstico ocupou sempre um lugar importante na vida humana. Quando os cavalos foram domesticados, é provável que desempenhassem dois papéis.
Os cavalos das florestas, mais lentos, eram provavelmente bestas de carga. Os cavalos das planícies, mais velozes que um meio para deslocações rápidas.
Nos nossos dias, os cavalos já não são usados nas batalhas, os tractores substituíram-nos na agricultura e o motor a diesel é o principal meio de transporte, mas os cavalos continuam a merecer um grande estima. Desde que foram domesticados que os humanos os reproduziam selectivamente de modo a satisfazerem necessidades especificas ou conceitos de beleza. Há agora vários tipos diferentes de cavalos e um grande número de raças específicas reconhecidas internacionalmente. Tal como no passado, os diferentes tipos de trabalho requerem diferentes tipos de cavalos.

como montar a cavalo

Posição a cavalo

Sente-se no cavalo com os ombros direitos e as costas ligeiramente côncavas. Segure nas rédeas com ambas as mãos — só deverá segurá-las com uma das mãos quando tiver de fazer sinais numa estrada.
Para verificar a altura dos estribos, descalce-os e deixe cair as pernas. A altura estará correcta quando a base dos estribos tocar nos tornozelos.
Assente a planta dos pés na base dos estribos, com o calcanhar para baixo e a biqueira ligeiramente para fora. Mantenha as coxas, joelhos e parte de cima dos músculos da barriga da perna (gémeos) em contacto ligeiro com a sela. Coloque a parte inferior da perna ligeiramente para trás, de forma que as suas orelhas, os ombros e calcanhares fiquem em linha.

Controle do cavalo

Dê um sinal ligeiro com as rédeas e use a voz, pernas e peso do corpo para conduzir o cavalo.
Para andar para a frente a passo, ajuste um pouco as rédeas, aligeirando-as de seguida, ao mesmo tempo que se inclina ligeiramente para a frente. Com as pernas, aperte a barriga do cavalo e deixe de pressionar quando atingir o passo desejado.
Para virar à direita, puxe a rédea direita para trás, ao mesmo tempo que alivia a rédea esquerda. Ajude o cavalo pressionando com a parte interna da sua perna esquerda. Para virar à esquerda, proceda do mesmo modo, mas em sentido inverso. Para abrandar o andamento do cavalo ou parar, puxe ligeiramenie ambas as rédeas para si e desloque o seu peso na sela para trás e para baixo.

Trote

Quando um cavalo anda a trote, levanta as patas dianteiras e traseiras aos pares diagonalmente (por exemplo, a pata dianteira esquerela ao mesmo tempo que a pata traseira direita), o que provoca um movimento desencontrado. Para contrabalançar este movimento, levanta-se e baixe-se na sela ao ritmo do andamento do cavalo. Incline-se ligeiramente para a frente e apoe-se no estribo, endireitando os joelhos o suficiente para levantar as nadegas da sela.

cabeçadas e embocaduras

As cabeçadas são feitas de tiras de coro que são colocadas na cabeça do cavalo e servem para segurar a embocadura – ferro usado na boca dos cavalos – de onde saem as rédeas. As embocaduras podem ser dos cinco tipos seguintes:

                       





Bridão(snaffle)
Tem vários tipos de fins, mas são mais usadas nos desportos hípicos. É leve e articulada no centro, pressionando os cantos da boca;




Bridão de Roller (Snaffle de Roletes), que impede que o cavalo "tome o freio dos dentes"



Freio(bit)

 É utilizado em cavalos de boca mais dura, pois é mais forte e possui hastes laterais com comprimento variável, fazendo mais pressão quanto maior for as hastes, formando uma alavanca mais forte com a barbela; obriga a montaria a baixar a cabeça pois actua sobre o palatino;



Freio dito Hunloko ou globo-chook, é usado com rédias simples



Pelham

Reúne as funções do freio e do bridão; é utilizada com quatro rédeas actuando as duas inferiores como freio e as duas superiores como bridão, formando com a barbela uma alavanca;




Tipo de Pelham que tem um bocado macio, de vulcanite (ebonite), usa-se com quatro rédias e barbela.



Dupla Embocadura

 Usa-se simultaneamente com o bridão e com o freio e com quatro rédeas. É utilizado principalmente no adestramento;





Bridão, (Snaffle) do tipo Magenis, com roletes no bocado para maior controle.



Hack More

 Actua fora da boca do cavalo fazendo pressão no nariz; é de metal e forma uma alavanca ligada a barbela. O controlo do cavalo deve ser equilibrado sem movimentos bruscos, pois é um sistema potencialmente severo. É usado principalmente no Oeste American




Bridão com barras faciais fixam a posição do bocado na boca do animal; as "chaves" encorajam o cavalo a insalivar.







selas e estribos

As primeiras Selas, serviram de modelo para as contemporâneas, foram feitas nos primeiros anos da era cristã por uma tribo nómada da zona do mar negro e eram feitas com armação de madeira. Agora são utilizadas tiras de madeira mas são reforçadas com placas de metal ou então são substituídas por plástico.


Sela Portuguesa:
Podem ser utilizadas para quase todos os fins (Toureio, Passeio, Aulas de Equitaçao). Para o seu fabrico é utilizado o coro de porco e tiras de metal que estão ao comprido sobre a armação de modo a dar mais elasticidade.



Sela de utilidade geral (inglesa ou húngara):
Podem ser utilizadas para todos os fins (salto, corridas cross country, caça, aulas de equitação etc). Para o seu fabrico é utilizado o coro de porco e tiras de metal que estão ao comprido sobre a armação de modo a dar mais elasticidade.


Selas Western:
São selas que foram levadas para a América pelos espanhóis e que lá foram adaptadas às necessidades dos cowboys. Estas selas pesam o dobro das inglesas mas podem ajustar-se a quase todos os cavalos sem risco de magoá-lo, são confortáveis para percursos longos e tem espaço para todos os objectos que os vaqueiros costumam trazer consigo.


Selas especiais:
São selas que são feitas com fim específico. Há selas para os saltos, que são cortadas rentes na parte dianteira e mais leves; selas para adestramento, que tem um corte no suadouro, permitindo alongar a correia dupla do estribo. Existem ainda selas para aulas, para percursos longos, para shows e para corridas (pesam cerca de 450gr).


COMO ESCOLHER A MAIS ADEQUADA

A sela é o equipamento que se acomoda sobre a região dorso-lombar do eqüino, possibilitando um assento mais seguro para cavaleiro/amazonas. Antes de seu surgimento, alguns séculos atrás, os cavalos eram montados "a pêlo", somente com a manta de proteção para a vestimenta dos cavaleiros. Este foi, inclusive, o modo de cavalgar dos lendários índios americanos, mesmo após o advento das selas.

As primeiras selas foram desenvolvidas visando atender necessidades básicas no transporte, tração leve, esportes e, infelizmente, nas guerras. A sela foi uma evolução dos arreios antigos, pesados e grosseiros no acabamento, ainda hoje largamente utilizados no Brasil, em animais de serviço.

Saber escolher uma sela é preservar o bom desempenho atlético do eqüino, proporcionando-lhe conforto, bem como para o cavaleiro, a fim de que este tenha condições de transmitir com eficiência os comandos da nobre arte da Equitação. É bem verdade que existem poucos modelos nacionais que se encaixam adequadamente aos variados biótipos de nossos cavalos (fator de variação: Raças) e aos seus cavaleiros/amazonas. Aspectos ligados à tradição e cultura envolvendo a história das raças também influenciam o arreamento e trajes típicos. A exemplo das embocaduras, para cada atividade eqüestre específica é indicado um modelo de sela, de acordo com seu formato, tamanho de peso.

Partes componentes e funções
Cepilho (ou cabeça) :

A altura, largura e forma do Cepilho variam consideravelmente, sendo o principal aspecto que diferencia os modelos de selas, como será visto mais adiante. O Cepilho não deve ser muito baixo, para não pressionar em demasia a região da cernelha, principalmente se esta apresenta uma conformação indesejável ("cortante"). Mas o Cepilho não deve exceder em altura a Patilha (encosto). Neste caso, haverá um deslocamento excessivo do assento do cavaleiro para trás, pressionando indevidamente a região renal do cavalo e alterando o equilíbrio dinâmico. Para a verificação da altura ideal do Cepilho, basta colocar a sela sem a manta e montar. Mesmo com o peso do cavaleiro, uma distância entre 2 e 4 cm deve ser mantida em relação ao dorso. Quanto à largura do Cepilho, se este for muito volumoso exerce certo desconforto nas partes internas das coxas do cavaleiro. Já a forma do Cepilho tem estreita relação com a funcionalidade do cavalo. Por exemplo, para as provas de laço e apartação, executadas pelo cavalo Quarto de Milha, o Cepilho deve ser saliente e largo, a fim de possibilitar a amarração do laço, conferindo apoios seguros ao cavaleiro. Nas vaquejadas, o cavaleiro necessita de mais liberdade para derrubar o boi, o que é facilitado por uma sela de Cepilho "mocho". Para cavaleiros inexperientes, selas com Cepilho alto, em meia-lua ou em forma de canga, favorecem o ato de montar e desmontar, possibilitam o apoio das mãos em situações de dificuldade, além do melhor apoio às pernas. Mas cuidado, este tipo de Cepilho não deve ser muito inclinado, pois poderá incomodar as partes superiores das coxas.

Patilha (encosto):

A altura e a inclinação da Patilha também variam bastante, mas geralmente não caracterizam, como as variações do Cepilho, modelos específicos de sela. Se a inclinação é muito acentuada, deslocará o assento para trás. Ao contrário, se for alta e pouco inclinada, o cavaleiro poderá sentir um desconforto em suas vértebras coccigianas. Teoricamente, o ideal é uma Patilha de altura e inclinação moderadas. Contudo, algumas atividades específicas exigem variações neste ideal. É o caso, por exemplo, do Turfe, onde os jockeys montam com um mínimo, ou nenhum, contato no assento, em selas de Patilha baixa.

Assento:

O assento da sela deve tender ao dianteiro, ser fundo e confortável. O correto é que o peso do cavaleiro seja mais direcionado sobre a região dorsal, o que não ocorre com um assento traseiro, que pressiona mais a região do lombo, sob a qual estão os rins, órgãos de muita sensibilidade. Um Assento correto da sela favorece a boa equitação, que busca a manutenção do equilíbrio do centro de gravidade da massa corpórea do eqüino. Este objetivo não será facilmente alcançado em selas com assento raso, plano. Já o conforto do assento é essencial para não tornar a equitação dolorosa para pele e músculos das coxas e nádegas do cavaleiro (ou amazonas).

Suador:

É a parte inferior da sela, que exerce pressão direta sobre a região dorso-lombar, apoiando-se sobre as mantas. Sem esta proteção, os atritos diretos resultam em pisaduras, que são lesões abertas que se desenvolvem ao longo da Cernelha, Dorso e/ou Lombo, sendo de difícil cicatrização. Se a equitação é correta , a principal pressão exercida pelo suador será sobre a junção Espáduas/Cernelha e parte do Dorso. O suador tem um enchimento que atua como amortecedor, podendo ser de capim, lã ou poliéster . A lã é o material que melhor absorve o calor. Se o enchimento é irregular, pontos de pressão também serão irregulares. Neste caso, para verificação, retirar a sela após o trabalho e observar se a área do suor está uniforme ou não. A conformação das regiões das Espáduas, Cernelha, Dorso e Lombo, além do Arco-costal, guardam uma estreita relação com a inclinação do suador. Assim, se o cavalo é volumoso em sua região torácica, exigirá uma sela de suador mais aberto. Já no caso inverso, exigirá uma sela de suador mais fechado. A pressão do suador não deve limitar os movimentos das espáduas. Para tanto, a sela deve ser bem posicionada, a partir do meio da Cernelha. Como o Dorso é uma região que varia muito na sua conformação e tamanho, sendo ainda afetado pela sua direção, condição da estrutura muscular e pelo peso do cavaleiro, torna-se quase impossível encontrar uma única sela adequada para todos os eqüinos.

Os modelos mais antigos de selas não foram projetados para cavalos mais brevelineos. Com freqüência, estas selas sobram na dianteira e na traseira, atritando fortemente as Espáduas e o Lombo. Defeitos de conformação, tais como o Dorso e/ou o Lombo com lordose (depressão), com Cifose (saliência, Dorso de Carpa), com Escoliose (desvio lateral) ou com deficiência de estrutura muscular, dificultam o ajuste correto da sela. Outro defeito comum da conformação do tronco é o caso do cavalo menso (altura da garupa superior em mais de 2 cm a altura da Cernelha), que geralmente têm Dorso-Lombo mergulhante, o que gera pressão adicional sobre a Cernelha. Para este tipo de cavalo, a sela precisa de mais altura no Cepilho.

Em todos os haras devem estar disponíveis selas para cavalos de Dorso delgado ou volumoso, de tronco brevelíneo ou longelíneo. Em alguns modelos de selas, o Suador é flexível, possibilitando uma melhor acomodação em cavalos mais magros ou mais gordos

Nas selas utilizadas na Equitação Clássica, o contato do cavaleiro com sua montaria deve ser o mais próximo possível, não sendo indicado o enchimento excessivo do suador. De fato, as autênticas selas inglesas nem mesmo exigem o uso de mantas, sendo o suador macio e maleável.

Armação :

É a estrutura da sela, podendo ser de ferro (torna a sela mais pesada), de aço, de madeira (peso moderado), ou de fibra (torna a sela mais leve). O peso médio das selas nacionais oscila nos 13 Kg, em média, com uma larga variação, sendo as selas do cavalo Quarto de Milha mais pesadas, com peso acima dos 20 Kg. Já as selas do cavalo de corrida (Puro Sangue Inglês) são as mais leves, com peso em torno dos 5 Kg. Sempre é bom lembrar que o cavalo carrega, além do cavaleiro, o peso extra de todo o arreamento. Este peso total poderá limitar o desempenho atlético do eqüino em algumas atividades especializadas.

Abas e Sobre-abas :

As abas, quando suficientemente longas, funcionam como pára-lamas, sendo que a forma e o tamanho variam bastante, com predomínio da inclinação dianteira, com recorte em forma arredondada Algumas abas têm uma saliência para apoio dos joelhos. Já as sobre-abas são curtas, de função apenas estética. Mas em alguns modelos de selas, como em todos os arreios, não há abas, sendo necessários os pára-lamas, a fim de conferir proteção às calças. Nas selas de Equitação Rural, as abas devem ser mais retilíneas, de acordo com o posicionamento e ação variáveis das pernas do cavaleiro. Já nas selas de Equitação Clássica, as abas são mais inclinadas, pela posição mais curvada das pernas.

Pára-lamas (Lameiras):

Exercem a função de proteger a calça do cavaleiro/amazonas. Mas é uma peça dispensável, caso as abas sejam longas e o cavaleiro estiver usando botas de cano alto. Sem os pára-lamas a sela fica mais leve, além do melhor conforto para as pernas. Geralmente, os pára-lamas não se encaixam bem nos loros.

Estribos:

Exercem a função de servir de apoio para os pés, evitando que estes balancem com os deslocamentos do cavalo. Estribar é o nome que se dá ao ato de forçar os estribos com os pés, o que é incorreto na Equitação de Alto Escola, mas podendo ocorrer na Equitação Rural. A forma dos estribos varia, sendo ideais os estribos em forma de sino, porque não prendem os pés com a facilidade dos estribos redondos, o que seria perigoso no caso de quedas. Outra vantagem é o melhor apoio que os estribos em forma de sino proporcionam, principalmente se a base é larga e revestida em borracha. Uma base larga é necessária nos estribos de selas para Enduro, atividade onde há mais chances do cavaleiros perder o apoio nos estribos. Um tipo especial de estribo é o "salva-vidas", de base móvel. Já nas selas antigas, ou até mesmo nas modernas para crianças, os estribos são envolvidos por uma armação de ferro com revestimento em couro, para acomodar os pés, tendo a vantagem de conferir maior proteção, mas são estribos pesados, limitando um pouco a liberdade de movimentos dos pés. A maioria das selas de Hipismo Rural têm estribos revestidos em couro nos aros e no apoio. Já nas selas de Hipismo Clássico, ou as de Corrida e Adestramento, os estribos não são revestidos. O material que se utiliza para a fabricação dos estribos pode ser o aço inoxidável, metal, ferro, ou alumínio.

Loros:

São as peças de couro que sustentam os estribos, sendo presos na armação da sela através de argolas. Devem estar em uma posição perfeitamente paralela à barrigueira. Em uma sela de posicionamento traseiro os loros estarão posicionados em uma diagonal sobre a barrigueira. O mesmo acontece em uma sela de posição dianteira, só que de trás para a frente. O ajuste da altura dos estribos pode ser feito através de fivelas ou de encaixe. No caso de fivela, esta deve ficar embutida sob as sobre-abas, para não incomodar as coxas do cavaleiro. Um ponto crítico dos loros é na sua união com a argola. Com o decorrer do tempo de uso, poderá ocorrer um desgaste dos loros neste ponto, com riscos de acidentes nas competições. Em selas com pára-lamas os loros passam pelas alças. Já em alguns modelos de selas inglesas os loros têm encaixe de saída livre na parte superior da aba.

Barrigueira e Cilha:

A barrigueira, como o próprio nome indica, é uma peça que passa pela barriga do cavalo, tendo a finalidade de ajustar a sela. A cilha é uma peça mais estreita, que passa pela região do Cilhadouro, logo atrás do Codilho. Nas selas inglesas não se usa barrigueira, mais por tradição do que pela falta de necessidade. Na verdade, existem muitas controvérsias quanto à indicação do uso da barrigueira. O argumento contra o seu uso é o de que ela interfere na dinâmica de locomoção. Entendo que esta limitação ocorre somente quando a barrigueira for demasiadamente apertada. O fato é que, principalmente na prática do Hipismo Rural, a barrigueira torna-se imprescindível, para melhor firmar a sela.

ferração do cavalo

Na rotina do tratamento do seu cavalo não deve esquecer-se dos cuidados a ter com os cascos, pois são essências para mantê-lo saudável. Desde os seus primeiros anos o cavalo deve ser inspeccionado por um ferrador de 6 em 6 semanas, mesmo que seja somente para aparar os cascos. Em caso de o animal precisar de usar ferraduras, para tornar o trabalho mais confortável, estas também deverão ser tiradas num período de 6 semanas para que os cascos sejam aparados.
O dono do cavalo deve limpar os cascos pelo menos um vez por dia e verifica-los assim como as ferraduras para, se necessário contactar o ferrador. Deve também saber retirar uma ferradura solta para agir em casos de emergência, deve fazê-lo do seguinte modo:

          Levantar o casco e, utilizando um saca-rebites, cortar as pontas dos cravos que estão dobradas para fora;
          Usar a turquês para separar a ferradura do casco, começando do talão (atrás) para a pinça (frente);
          Agarrar a ferradura a frente e arrancá-la com a turquês puxando para trás.



Métodos de Ferração:
O cavalo pode ser ferrado de dois modos: a frio ou a quente. Na ferração a frio a medida das ferraduras é a mesma da do casco, podendo o ferrador fazer alguns acertos na sus forma. Apesar destas ferraduras não ficarem tão perfeitas como as acertadas a quente, um cavalo bem ferrado a frio fica melhor servido do que um mal ferrado a quente. Na ferração a quente a ferradura, previamente aquecida é encostada ao casco; as desigualdades do corte do casco que necessitam ser corrigidas antes de colocada a ferradura são reveladas pela área chamuscada. Esta parte do casco pode ser queimada e pregada sem que o cavalo se magoe pois não possui nervos.


Tipos de Ferraduras:
O material geralmente utilizado nas ferraduras é o aço, no entanto podem ser feitas de outros matérias: de alumínio (usadas nos cavalos de corrida dado que são mais leves); de plástico aderente (para cavalos que não suportam os cravos). Existem também ferraduras ortopédicas ou cirúrgicas utilizadas em casos de laminite e de doença do navicular.
As ferraduras de metal são mantidas no lugar por placas triangulares – os arpões. Nas ferraduras das mãos é utilizado um único arpão no meio à frente; as dos pés têm dois nos quartos. Os arpões dos quartos evitam que a ferradura se desloque para os lados, permitindo que o ferrador corte mais o casco à frente e recue um pouco a ferradura no casco; isto evita que o cavalo bata com o pé na mão do mesmo lado.

           

Pitons ou Rompões:
Os pitons são colocados nas ferraduras para dar uma maior aderência. São enroscados em buracos que são feitos nos talões das ferraduras podendo ter várias formas: em bico para um piso duro e, para piso mole forma quadrada. Quando o cavalo não está a trabalhar, os pitons devem ser retirados e os orifícios devem ser preenchidos com um tampão próprio ou com algodão.




manejo geral

Cavalos - Manejo Geral

Cuidar de um cavalo é uma actividade que requer grande responsabilidade. Uma boa solução para o animal é passar parte do dia ao ar livre, em que se mantém em prática mesmo que não seja incitado a fazer exercício e outra parte do dia no estábulo; assim, o cavalo torna-se mais fácil de montar do que se estivesse todo o dia encerrado. Deixar o cavalo sempre ao ar livre ou sempre no estábulo são outras opções. No primeiro caso é necessário ter uma pastagem abundante, uma fonte de água fresca e abrigo contra o mau tempo do Inverno e os insectos no verão; nestas condições deve ser dado ao cavalo um complemento alimentar pois apenas a pastagem não é suficiente para manter o cavalo em forma. No caso do cavalo estar encerrado é preciso evitar o tédio visto que o cavalo não está no seu ambiente natural e é também essencial que o tratador entenda a psicologia do cavalo.

Manter um cavalo a Penso

O penso ou pensão é a alternativa para quem não pode ter os cavalos em casa. Para isso é necessário encontrar um centro onde tratem cavalos e onde haja pessoal experiente. Existem 5 sistemas de penso:

=O penso completo, em que se paga a alguém para fazer tudo o que for necessário inclusive o exercício de que o animal necessita;
=O faça você mesmo, onde o trabalho é feito pelo proprietário;
=A pastagem, que é indicada para cavalos que vivam todo o ano ao ar livre;
=O repartido que é, ideal para o proprietário manter o contacto com o cavalo, pois parte do trabalho é feito por ele e a outra metade pelo centro;
=O sistema em trabalho, em que o cavalo é utilizado por exemplo, numa escola de equitação.

Requisitos de uma pastagem para Cavalos

A pastagem deve ser, para cada cavalo, de cerca de 0,2 a 0,4 há. Deve ser livre de plantas venenosas, de lixo e de outros perigos tais como tocas de coelhos. Deve ter muito cuidado no que diz respeito ás cercas: utilize postes e varas, sebes vivas, cercas eléctricas, de plástico ou de arame próprio para cavalos, nunca deve ser utilizado arame farpado nem o arame simples ou concebido para outro tipo de gado, pois podem provocar ferimentos. O campo deve ter também abrigo. Este deve ter uma frente aberta e larga para não dificultar a entrada e saída dos cavalos e deve estar contra o vento predominante.
Tente sempre que o cavalo esteja acompanhado por outros animais, principalmente outros cavalos. Visite-o pelo menos duas vezes por dia mesmo que esteja permanentemente ao ar livre, pois assim fica mais alerta para quaisquer tipos de problemas.


Cavalariças e camas

A boxe de um cavalo deve ser espaçosa, clara e arejada. Ter uma fila de boxes de um lado e do outro e um corredor central facilita as tarefas dos trabalhadores. É também muito importante que haja um constante abastecimento de água fresca e limpa.

A cama mantém o cavalo confortável e quente e evita grande parte das feridas quando este se mantém deitado. Podem ser utilizados vários tipos de cama desde as de palha às de borracha. Deve evitar que o cavalo viva num ambiente com muito pó e gases que provém da cama e até do próprio feno. Todas as camas têm vantagens e desvantagens: A palha de trigo é muito poeirenta e os cavalos comem-na; também a palha cortada e sem pó tem o inconveniente de ser comida pelos animais; as aparas de madeira só são aconselhadas se o pó tiver sido extraído; o cânhamo proporciona uma cama resistente e leve, mas têm também o problema do pó e de serem comidas; as tiras de papel não são poeirentas mas são difíceis de remover e voam facilmente; os tapetes de borracha devem ser utilizados apenas em cavalariças com boa drenagem, pois caso contrário pode formar-se uma possa de liquido de borracha, e sempre debaixo de uma fina camada de cama.



A limpeza do estábulo

A cama deve ser remexida e o estrume retirado todos os dias. No caso de aparas, cânhamo ou papel, deve retirar-se apenas o estrume e deve ser limpo completamente 1 ou 2 dias por semana; no caso de ser de palha deve ser limpa todos os dias.
Para facilitar a limpeza utilize um carro de mão, uma pá, uma vassoura e uma forquilha. Para tirar o estrume pode calçar umas luvas de borracha e apanhá-los à mão ou então usar uma forquilha.
Quando da limpeza completa deve tirar tudo o que esteja sujo e molhado, varrer o chão e desinfeta-lo, deixando-o secar. Ao fazer de novo a cama utilize o material que aproveitou da anterior no sitio que o cavalo suja mais e acrescente material novo.

A limpeza do cavalo

A limpeza diária do seu cavalo não serve apenas para o deixar com boa aparência pois é também uma boa oportunidade para se aperceber se este tem feridas ou inchaços nos membros ou temperatura nos cascos e articulações ou outro tipo de problemas físicos.
A técnica que utiliza na limpeza do cavalo deve estar relacionada da com o modo de vida e com o tipo de cavalo: por exemplo, um pónei que passe todo o tempo ao ar livre necessita de toda a gordura da pele sobre o pelo (para ficar impermeável; por outro lado o cavalo que passe todo o tempo no estábulo que é tosquiado deve ser limpo mais profundamente.
A maioria dos cavalos não se opõe à limpeza desde que sejam tratados respeitosamente.

alimentação e nutrição equina

O aparelho digestivo do cavalo está preparado para receber pouco alimento de cada vez, mas muitas vezes ao dia, uma vez que no estado selvagem o cavalo passava o seu dia a pastar e a beber água.
Nos dias de hoje a rotina alimentar dos equinos está quase totalmente alterada, graças á sua domesticação e ao esforço físico a que estão sujeitos.
Mesmo sofrendo algumas alterações a nível alimentar o aparelho digestivo do cavalo mantém-se igual ao dos seus antepassados.
Após os dentes da frente e os lábios seleccionarem e apanharem a comida esta é moída pelos dentes de trás, iniciando assim a digestão. A comida é então engolida, passa pelo esófago e entra no estômago, o qual tem uma capacidade de 8 litros. Do estômago a comida passa para o intestino delgado, cólon largo e curto e recto. O intestino delgado do cavalo é estreito e mede cerca de dois metros. È no intestino delgado que são decompostos os açucares, proteínas e gorduras. No intestino grosso são digeridas as fibras- principal fonte de energia por intermédio de bactérias e micróbios que as fermentam.
É essencial uma dieta equilibrada, com todos os nutrientes que o cavalo precisa.
Os componentes essenciais na dieta de um cavalo são:
Água -  A necessidade de água depende da temperatura, do esforço a que o cavalo está sujeito, da sua alimentação e da sua idade.
Hidratos de carbono- Estão presentes no amido (que por sua vez é encontrado nos cereais), nos açucares (presente em todos os alimentos, principalmente no melaço e na erva fresca) e em certos componentes das fibras.
Óleos e gorduras- Os óleos estão presentes em pequenas quantidades na maior parte das rações comerciais. Pode acrescentar-se á dieta óleo vegetal. Este contém duas vezes e meia mais energia que os hidratos de carbono, podendo ser utilizado como fonte de energia concentrada.
Fibras- Encontram-se em todos os alimentos, principalmente na palha, feno e erva.
Proteínas- Quando são decompostas dão origem aos aminoácidos que são utilizados na gravidez, na produção de leite, no crescimento e na reparação de tecidos.
Minerais- O equilíbrio de minerais mais importante é o do cálcio e fósforo, com uma proporção de parte e meia de cálcio para uma parte de fósforo. O magnésio, o sódio, o cloro e potássio são os outros minerais principais. Os minerais secundários são o cobre, o ferro, o selénio e o zinco.
Vitaminas- As vitaminas principais são A,D,E, K e o grupo B. Ajudam a controlar as reacções químicas e bastam pequenas quantidades para uma boa manutenção da saúde do animal. Alimentos como a palha ou o feno demasiado seco são pobres em vitaminas, enquanto que as erva e alimentos alimentos verdes têm uma grande concentração de vitaminas.
Regras da boa alimentação:
• O cavalo deve ter sempre á disposição água fresca e limpa.
• Dar ao cavalo pelo menos duas refeições por dia, se tiver um trabalho leve ou estiver fora de trabalho. No caso de ter um esquema de trabalho completo o cavalo deve comer entre três a quatro vezes ao dia.
• A quantidade de comida dada ao cavalo deve ser baseada no seu peso e não no volume.
• Alimentar o cavalo tendo sempre em conta a sua estatura e peso.
• A alimentação do cavalo deve ser regulada pelas horas de trabalho e pelo tipo de trabalho realizado pelo animal.
• Nunca utilizar rações moles ou que tenham algum tipo de sujidade.
• Não fazer alterações bruscas na dieta, para prevenir possíveis problemas digestivos.
• Não trabalhar o cavalo logo a seguir á refeição. Aguardar duas ou três horas!
• A seguir ao trabalho deve-se aguardar uma hora antes de alimentar o cavalo.
• Obedecer a uma rotina horária na alimentação.
• A alimentação do cavalo deve ser composta pelo menos por 50% de fibras.
O que se deve dar aos cavalos:
Forragem (feno, luzerna, substitutos do feno e silagem)
Cereais- milho, cevada e aveia. São dados ao cavalo moídos, floculados ou micronizados (cozidos) aumentando assim a sua digestibilidade.
Fibras- Encontra-se na parte fibrosa das cascas dos grãos de milho e é também utilizada para aumentar o volume das rações.
Beterraba- É utilizado o sub produto depois da extracção do açúcar, Deve ser molhada para evitar problemas durante a digestão.
Rações compostas- Alimento completo e equilibrado fornecendo o valor de proteínas, fibras, vitaminas e minerais necessários ao cavalo. Apenas se deve acrescentar à dieta forragem e água.
Guloseimas- Para aumentar o volume da ração e para torná-la mais apetitosa adiciona-se alimentos como a maçã ou cenoura.
Problemas relacionados com a alimentação:
Uma alimentação incorrecta ou modificações bruscas na dieta do cavalo podem levar a graves complicações. Deve consultar imediatamente um veterinário caso suspeite de algo.
Cólicas
Um dos sintomas destas dores abdominais é o cavalo insistir em estar deitado e rebolar-se sistematicamente. Isto deve ser contrariado mantendo-o em pé e em movimento (a passo para evitar um estrangulamento do intestino.
As cólicas podem ter como causa:
• Acesso do cavalo à água quando se encontra sobreaquecido;
• Vício de engolir ar;
• Ingestão de areia;
• Alimentos húmidos ou molhados;
• Comer sofregamente e não mastigar antes de engolir;
• O intestino dobrado;
• Mudança repentina na dieta.
Laminite
É também conhecida como aguamento e são vitimas desta doença cavalos que comem em demasia, principalmente alimentos com muitas proteínas, pode ser causada por:
• Pancada ou concussão;
• Situação de grande stress;
• Sobre-alimentação;
• Gravidez (relacionado com a inflamação do útero.
Azotúria
Tem como causas:
• Desequilíbrio mineral;
• Alterações hormonais;
• Sobre-alimentação de cereais em cavalos em descanso

tipos de andamentos

O Passo: É o andamento natural, a quatro tempos, marcado pela progressão sucessiva de cada par lateral de pés. Por exemplo (trataremos como mão esquerda, mão direita, pé esquerdo e pé direito), se o passo começar com o pé esquerdo, a seqüência será a seguinte: pé esquerdo, mão esquerda, pé direito, mão direita.
     No passo calmo, os pés tocam o solo a frente das pegadas feitas pelas mãos. No passo ordinário, os passos são mais curtos e mais elevados, e os pés tocam o solo atrás das pegadas das mãos. No passo alongado, os pés tocam o chão antes das impressões das mãos. No livre, todo o esquema é prolongado.
 O Trote: É o andamento simétrico, a dois tempos, marcados em que um par diagonal de pernas toca o solo simultaneamente e, depois de um momento de suspensão, o cavalo salta trocando para o outro par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, a mão esquerdo e o pé direito tocam o solo juntos (diagonal esquerda), no segundo tempo, a mão direita e o pé esquerdo pisam juntos (diagonal direita). 
     No trote, o joelho jamais avança à frente de uma linha (imaginária) perpendicular tirada do topo da cabeça do animal até o solo.

O Cânter: É um andamento a três tempos, em que o cavalo avança com a mão direita quando gira para a direita e vice-versa.  A seqüência de pisadas que dão as três batidas rítmicas no chão são: (iniciando com a mão direita) Pé esquerdo, esquerda diagonal (em que as mãos e o pé esquerdo, tocam o solo simultaneamente) e, por fim, mão direita - dita "de guia". 
     Quando o cavalo tenta virar para a esquerda avançando com a mão direita, portanto, a do lado de fora no movimento, é chamado um "avanço falso" ou cânter com a perna errada.
O Galope: É o mais rápido dos quatro andamentos naturais. Um andamento a quatro tempos, sofre variações na seqüência de acordo com a velocidade. Com a mão direita na liderança, a seqüência de pisadas é a seguinte: pé esquerdo, pé direito, mão esquerda, mão direita, ao que se segue um período de suspensão total, em que todos os pés estão no ar.
     Um puro-sangue inglês galopa a 48 km/h ou mais.

marcas de identificação

As marcas ou sinais na face, focinho e pernas são meios de identificação e vêm registados na documentação exigida pelas entidades responsáveis (stual books). Além desses sinais, marcas no próprio corpo do animal ou manchas brancas podem ocorrer na parte inferior do ventre e nos flancos. As manchas no corpo do cavalo são mais frequentes no clydesdele do que em cavalos e outras raças.

Sinais de Identificação:
Pêlos brancos causados pela sela ou esfoladuras produzidas por atrito da barrigueira são “sinais adquiridos como as marcas feitas com ferrete”(ferro em brasa). Como essas marcas “a fogo”, as marcas “ a frio” resultam em séries de letras ou figuras de identificação feitas em pêlos brancos ( ou negros, em cavalos claros). Monogramas ou símbolos podem ser gravados a fogo, no casco. Redemoinhos e topetes são usadas para identificação, já que a disposição irregular de pêlos é permanente. As castanhas, pequenas calosidades ou excrescências crónicas na face interna das pernas do animal valem como impressões digitais.
Individuais e permanentes; mas não se usam para fins de identificação.







Calçamento ou Calçaduras:
As pelagens nas pernas - denominadas “calçamentos” podem ser:” traço do calçado”, se o branco não dá à perna; “talão branco”, se atinge só o talão;”alto caçado”, se o casco é branco. Quando o animal é “calçado”, dos membros anteriores, diz-se “manalavo”; se é “calçado” dos membros posteriores, “pedralvo”. Riscas horizontais (zebra markings).
Anéis de pêlos pretos, são de origem primitiva e tinham fins de camuflagem. Podem ser vistos em raças de grandes antiguidades, como highand e fjord. Os cavalos das pinturas parietais de Lascaux, na França têm marcas assim, sendo extraordinariamente semelhante ao highand.





Coloração dos cascos:
Cascos de matéria córnea azul – ardósia são considerados ideais. Acredita-se que a ceratina de que se compõem tenha textura densa e de grande rigidez. Em contrapartida, em casos bancos é tido por “ mole ”, incapaz de resistir bem a usura do atrito. Não há prova de que essas asserções sejam verdadeiras. Pés brancos acompanham “ calçadas”. Os Appaloosas e outros cavalos manchados têm cascos “tigrados”  (com listas verticais negras).


dentição equina

A dentição de um cavalo é das coisas mais importantes que devemos saber, por várias razões; para constatar o bem-estar do animal, para compreender a sua anatomia e saber como agir com ele, para saber com alguma precisão a idade do animal (para não cairmos em esparrelas), etc…
Ora, tal como nós, também os cavalos têm uma dentição específica, que, no caso deles, distingue machos de fêmeas.Como? Ora, um cavalo adulto macho tem 40 dentes, enquanto que as fêmeas adultas têm 36. Esta diferença deve-se à ausencia dos caninos nas fêmeas.
Além disto, a sua dentição vai sofrendo mudanças ao longo da sua vida, uma vez que sofre desgate e os seus dentes têm crescimento contínuo. As fases são, no total, 7.
Estas mudanças dão-se sempre, mas sempre, das pinças para os cantos, portanto, nos incisivos.

Estrutura de um dente:
Um dente divide-se em 3 partes – a raiz, o colo, e a coroa – e varia de forma consoante a idade do anima, sendo que os dente de leite são mais curtos e redondos e os dos adultos são mais longos e afiados.
Enquanto que nós, humanos, temos dentes sem mesa nos incisivos(o que significa que na ponta mais externa não temos praticamente área, é mais como que uma lâmina) com os cavalos não acontece o mesmo, sendo que eles têm dentes largos na extremidade, para puderem trancar, puxar e rasgar as ervas necessárias, tendo assim maior área de contacto. Esta áera, com o desgaste dos dentes, ao longos do tempo, vai diminuindo.
Constituição da dentição:
Os dentes dividem-se (de frente para trás) em incisivos, caninos(nos machos), prémolares e molares.
Os incisivos são 12 (6 no maxilar superior e 6 no maxilar inferior), os caninos são 4 (no mesmo esquema que os incisivos), 12 prémolares (6 + 6) e 12 molares (6 + 6).
Esta é a dentição adulta.
No caso dos poldrinho, no total, e antes de mudar a dentição, tem 24 dentes dentes caducos. são os 12 incisivos e os 12 molares.
Fases:
A dentição, sofrendo mudanças ao longos dos anos, divide-se em 7 fases.
Fase 1 – Erupção dos Caducos
- Nascem os pinças (dentes incisivos da frente) até à 1º semana de vida;
- Nascem os médios (dentes incisivos seguintes aos pinças) até ao 1º mês de vida;
- Nescem os cantos (incisivos mais das pontas) até ao 6º mês de vida.
Fase 2 – Rasamento dos Caducos
- Rasam os pinças ao ano;
- Rasam o médios ao ano e meio;
- Rasam os cantos aos 2 anos.
Fase 3 – Muda dos Caducos
- Os pinças mudam-se aos 2,5 anos e acabm de crescer aos 3 anos;
- Os médios mudam-se aos 3,5 anos e acabam d crescer aos 4 anos;
- Os cantos mudam-se aos 4,5 anos e acabam de crescer aos 5 anos.

Fase 4 – Rasamentos dos Definitivos
Surgem os caninos nos machos, entre os 5 e 6 anos.
- Começam a rasar os pinças aos 6 anos
- Começam a rasar os médios aos 7 anos;
- Começam a rasar os cantos aos 8 anos.
Fase 5 – Arredondamento dos Incisivos
Nesta fase, os incisivos que antes eram rectos na parte de fora e redondos na parte interior, começam agora a ficar arredondados, devido ao desgaste.
- Os pinças começam a arredondar aos 9 anos;
- Os médios, ao 10 anos;
- Os cantos entre os 11 e 12 anos.
Fase 6 – Triangularidade
Na continuidade do desgaste dos dentes, começa a atingir-se a triangularidade, o que significa que os dentes tomam a forma de triângulos, com o bico virado para dentro.
- Pinças – aos 14 anos
- Médios – aos 15 anos
- Cantos – entre os 16 e 17 anos

Fase 7 – Biangularidade
Nesta fase o ângulo feito entre os incisivos do maxilar superior e inferior começa a agudizar. Até esta data os dentes eram mais ao menos verticais uns com os outros…a partir de agora, começam a ficar em forma de <…progressivamente.
- Pinças – aos 18 anos
- Médios – aos 19 anos
- Cantos – aos 21 anos
Também começa a surgir, perto dos 10 anos, uma linha nos cantos superiores, que começa em cima, perto da gengiva e atinge, aos 20 anos, o fim do dente. Esta linha é conhecida como Linha de Galvayne.
Problemas relacionado com a dentição:
Surgem, por vezes, problemas relacionados com a dentição dos animais. Nestes casos, chamar um veterinário é uma boa opção, uma vez que na maioria dos casos, só a sua intervenção solucionará os problemas.
Dois dos problemas possíveis são:
- A Cauda de Andorinha– consiste numa aresta, formada nos cantos (incisivos), devido a desgaste do dente, na sua parte mais central, pelo que fica com um bico na ponta mais afastada dos pinças. A cauda de andorinha aparece por volta dos 7 anos e novamente por volta dos 13…em ambos os casos acabo por desaparecer, com o tempo e uniformização do desgaste.
(cauda de Andorinha)
Durante esta fase, à que prestar atenção especial às fezes do animal, tentando ver se a situação dentária lhe permite triturar e esmagar bem os alimentos, o que é vital para evitar problemas graves como cólicas.
Já agora…monotorize-se tb se o animal diminui a quantidade de alimento ingerido, ou não.
- o Dente de Lobo – este dente é um dente que cresce, em alguns cavalos (predominantemente fêmeas e de raças mais especificas, como o PSI e PSA), mesmo encostado ao 1º pré-molar, na barra em que funcionam as embocaduras. Como é fácil de perceber, dado que o ferro na boca vai trabalhar a provocar dor num dente e não a tocar na barra, que este traz problemas na monte do animal…que, devido à dor, se recusa a trabalhar, não responde da melhor maneira e até pode ser agressivo em reacção.
Para evitar que estes casos atinjam tais proporções, o melhor método é proceder à remoção do Dente de Lobo, o mais cedo que o mesmo se encontrar, uma vez que em animais velhos, já este dente estará partido.
(dente de lobo)

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